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21 de novembro de 2017

Movimentação de cargas no Brasil apresenta crescimento

Saldo acumulado entre janeiro e setembro mostra que setores aeroportuário, portuário e ferroviário apresentaram, cada um, aumento superior a 5%. Nas rodovias, aumento do consumo de óleo diesel também aponta crescimento. Segundo o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, no acumulado dos meses de janeiro a setembro, a movimentação de cargas nos portos, ferrovias e aeroportos do país apresentaram aumento superiores a 5% na comparação com o mesmo período de 2017. No caso do setor portuário, o crescimento foi de 5,85%. O transporte ferroviário seguiu a tendência e teve alta de 5,47%. A movimentação de cargas no setor aéreo mostra resultado positivo de 8%, em relação a 2016. E o consumo de óleo diesel aumentou nos últimos cinco meses.
Para o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, o cenário mostra a retomada da economia brasileira e a efetividade das ações do Ministério: “Nossas ações permitiram alavancar o crescimento do setor de transportes no país. Hoje, a inflação está controlada, os juros despencaram, o desemprego diminuiu, a indústria e o comércio estão em expansão e a agricultura bate recordes de produção. Isso significa uma coisa: estamos transportando mais!”.

No terceiro trimestre, os portos públicos e privados registraram a movimentação de 279 milhões de toneladas transportadas, que representou alta de 6,59% em relação ao mesmo trimestre de 2016. No acumulado dos nove meses o setor movimentou 800,5 milhões de toneladas, de acordo com os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para Quintella, também merece destaque a expressiva recuperação da navegação interior que mostra crescimento de 21% em relação ao ano passado.

O aumento da exportação de grãos e minérios também impulsionou a trajetória de alta no setor ferroviário que já supera o ano de 2016. No acumulado do ano, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o crescimento entre janeiro e setembro é de 5,47% na comparação com o ano anterior. O valor representa 398,4 milhões de toneladas. O mês de setembro, por exemplo, registrou alta de 8,26% na análise com o mês de setembro de 2016, quando foram movimentados 47,7 milhões de toneladas pelas estradas de ferro brasileiras.

O setor aeroportuário também registrou aumento de 8% no acumulado dos nove meses de 2017, na comparação com 2016. Até o mês de setembro, números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a movimentação de cargas foi de 997,8 mil toneladas. No terceiro trimestre, a alta foi de 8,9%. No ano, o transporte aéreo de cargas obteve crescimento em 8 dos 9 meses.

 

Setor rodoviário

O principal parâmetro que reflete a movimentação no setor rodoviário é o consumo de óleo diesel. O insumo registrava quedas frequentes desde o primeiro trimestre de 2015. A partir de maio deste ano, o consumo passou a crescer e diminuir a defasagem em relação a 2016. Até o momento, o combustível acumula baixa de 0,18% no ano, apesar do crescimento do consumo nos últimos cinco meses.  A movimentação de veículos nas rodovias concedidas também é um indicador para o setor. No ano, os dados acumulados mostram alta de 1,7% em relação a 2016.

 

Fonte: Ministério dos Transportes

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A Importância da Educação Corporativa para a Sustentabilidade

Não é possível falar de desenvolvimento sustentável sem mencionar o papel da educação como vetor de mudança cultural dentro da empresa e na formação de pessoas. A Prof.ª. Drª Marisa Éboli, coordenadora do curso de extensão em Gestão da Educação Corporativa da Fundação Instituto de Administração (FIA), comentou sobre essa responsabilidade durante sua participação no recente Fórum da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil) de Sustentabilidade, realizado em São Paulo.

Segundo a professora, o termo sustentabilidade ganhou um novo valor na forma como é expresso hoje, com grande foco no futuro dos recursos disponíveis e do bem-estar das pessoas. Segundo uma citação de José Eli da Veiga, apresentada por Marisa durante sua palestra, as raízes do debate e da reflexão sobre sustentabilidade estão centradas tanto na ecologia quanto na economia. Para exemplificar, a professora citou o caso da civilização Inca, que sempre se preocupou com o casamento entre agricultura, ecologia, economia e desenvolvimento.

Gestão com responsabilidade socioambiental é a gestão caracterizada pelo dever ou obrigação ética de se buscar nas atividades das empresas o desenvolvimento pleno das partes interessadas (cadeia de valor), com sustentabilidade, visando esse ambiente de sustento econômico, social e ambiental”, disse Marisa.

 

Educação x Prática Sustentável

A coordenadora da FIA acredita que da boa intenção para a prática sustentável existe um gap considerável que precisa ser suprido pela educação corporativa e internalizado nas lideranças para que haja uma mudança positiva.

“O envolvimento das lideranças com o sistema de educação corporativa não está ligado somente à informação, a fazer um curso, mas a ter uma prática condizente com aquilo que está sendo ensinado. Esse é um dos pontos que precisam de muita atenção nas organizações. Que o discurso da sustentabilidade já está presente na maioria delas, eu não tenho dúvida, mas a prática, em muitos casos, deixa a desejar”, opina Marisa.

Para a especialista no tema, esse distanciamento entre educação e prática começa desde a escola. Como exemplo, a professora compartilhou a história de um colégio repleto de recursos e ações sustentáveis para ensinar as crianças sobre o tema, mas que despejava seus dejetos no rio atrás da escola, pois não tinha fossa asséptica. “Como ensinar sustentabilidade com essas práticas? Não adianta ter só o discurso, é preciso ter a prática”, reforça.

Há seis anos, em 2009, Marisa conduziu uma pesquisa sobre educação corporativa, que inclui o tema da sustentabilidade. “Em um dos blocos do estudo, perguntamos se o sistema de educação corporativa tinha ações educacionais direcionadas ao desenvolvimento de competências do público interno, do público externo e se eram destinadas ao desenvolvimento de competências técnicas ou governamentais para sustentabilidade”, explica. Segundo a professora, o resultado, que media o nível de concordância dos participantes com a proposição, estava na faixa do “concordo pouco”.

“Em 2012, mantivemos o tema e trabalhamos de forma mais ampla. Para a mesma pergunta, no geral, as médias aumentaram, mostrando maior consciência do setor empresarial. No entanto, segundo o levantamento, quando se trata de ações para desenvolvimento de sustentabilidade na organização, o impacto ainda não é satisfatório e não compete com o perfil das empresas que responderam ao questionário”, comenta.

Outro ponto que chama atenção é o bloco que fala da integração da educação corporativa às demais áreas e processos. “De modo geral, é percebido que o sistema de educação corporativa está bastante integrado com assuntos relevantes, como objetivo estratégico, qualidade de gestão e melhoria dos processos organizacionais, mas não com a área de sustentabilidade. O que se nota é que, mais uma vez, as ações em sustentabilidade ficam restritas a essa área e não conversam com o restante”, conta a coordenadora da FIA.

Para Marisa, o papel do RH está em fazer essa conexão, evitando que o tema fique apartado e que o discurso se distancie da prática. Nesse sentido, os maiores desafios apontados na pesquisa foi colocar a educação corporativa no centro da estratégia e também o engajamento das lideranças. “Sem esse engajamento, dificilmente a gente vai conciliar formação com prática, que é o que torna efetivo o desenvolvimento de pessoas nas organizações”, explica.

Apesar de um interesse legítimo em sustentabilidade, como se espera que as pessoas se comportem de acordo com esses preceitos se elas não são educadas para desenvolver as competências relacionadas e se não há bons exemplos para se mirar. “Muito está sendo feito, mas na minha opinião não é o suficiente”, conta.

 

Um bom exemplo sustentável

Como exemplo, Marisa levou a propaganda da marca Patagônia, de artigos e equipamentos esportivos, que foi veiculada no Jornal The New York Times, em novembro de 2011, durante a Black Friday. “Ela falava para as pessoas reutilizarem, reaproveitarem e reciclarem. A propaganda dizia ‘Não compre essa jaqueta. Você realmente precisa de mais uma? ’. Isso foi um choque cinco anos atrás”, lembra a professora.

A história da empresa Patagônia nasceu da paixão de seu criador pelo alpinismo. “Ele começou a produzir seus próprios mosquetões e grampos de escalada, com a preocupação de não deixar marcas nas montanhas. Em 1972, a empresa nasce em com um ensaio de 14 páginas falando sobre o que é uma escalada limpa”, comenta a palestrante sobre o vanguardismo da marca.

A ação foi bastante eficaz, já que os executivos da empresa sabiam que esse tipo de ação era bastante valorizada por seus consumidores, que consideram fundamental a preocupação ambiental. “Eu tenho que confessar que gosto muito das coisas da Patagônia e me deu o efeito contrário quando eu vi a propaganda. Pensei ‘eu quero as coisas da marca’. Os executivos sabem disso e o que eles fizeram criou um movimento anos depois, com as empresas tendo um novo discurso para o Black Friday”, conta.

 

Fonte: Santander Negócios e Empresas

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17 de novembro de 2017

Com restrição de tráfego, Jacareí cadastra caminhões para circular na cidade

A partir de novembro veículos com mais de oito toneladas só poderão trafegar com autorização. O tráfego de veículos pesados será restrito das 7h às 9h e das 17h às 19h.

Prefeitura de Jacareí está cadastrando caminhões com mais de oito toneladas que trafegam pela área urbana. Com as novas regras da ‘Rota de Cargas Pesadas’, a partir de novembro esses veículos só poderão circular com autorização. O tráfego será restrito das 7h às 9h e das 17h às 19h.

Segundo a prefeitura, devem se cadastrar os caminhões com placa de Jacareí e também os caminhões com placa de outras cidades e que circulam no município para a entrega ou coleta de mercadorias. Atualmente, 7.500 caminhões trafegam na cidade diariamente.

“A ‘Rota de Cargas Pesadas’ irá contribuir com a fluidez do trânsito de Jacareí e com a segurança dos munícipes, além de evitar a fuga de pedágio e conservar a pavimentação das vias urbanas”, diz trecho de nota da prefeitura.

O Cadastro de Carga Pesada (CCP) pode ser realizado pelo site feito pela prefeitura.

 

Regras

Veículos de carga leve, até 7,99 toneladas, com dois eixos, podem circular livremente na cidade.

Veículos de carga pesada, a partir de 8 toneladas, podem circular apenas nas vias definidas. Se quiserem circular fora delas, deverão solicitar a Autorização Especial de Trânsito de Carga (AETC) mediante prévio cadastro.

Os veículos biarticulados, bitrem ou de transporte de produtos perigosos poderão circular exclusivamente nas vias definidas na Rota, mediante autorização.

Veículos triarticulados, também conhecidos como treminhão, não têm permissão para trafegar na cidade.

 

Fonte: G1

nbr-15-575-abnt Notícias
16 de novembro de 2017

Publicação da Norma ABNT NBR 10271:2017

A ABNT publicou, em 08.11.2017, a norma ABNT NBR 10271:2017 – Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de ácido fluorídrico, que revisa a norma ABNT NBR 10271:2012.

A norma especifica o conjunto mínimo de equipamentos que devem acompanhar o transporte rodoviário de ácido fluorídrico (HF) para atender às situações de emergência, acidente ou avaria. O conjunto prevê elementos para a sinalização e o isolamento da área da ocorrência e solicitação de socorro, conforme instruções citadas na ficha de emergência e envelope para transporte. Prevê ainda elementos para atuação contra emergência.

 

Fonte: ABNT

alunos Notícias
13 de novembro de 2017

Alunos participam de exercício de evacuação durante simulação de acidente com produto perigoso

Alunos da EMEB Clovis Hugney Neto, unidade localizada no bairro Altos da Glória, próximo ao gasoduto da Termoelétrica de Cuiabá, participaram nesta quinta-feira (09) de um exercício de evacuação durante uma  simulação de vazamento de gás. O objetivo da iniciativa foi ampliar a segurança e aprimorar as ações emergenciais por parte dos órgãos envolvidos em situações com produtos perigosos para aprimorar o sistema de Prevenção e Reposta Rápida.

Na simulação, um operador de escavadeira acidentalmente rompe a tubulação do gasoduto acarretando o vazamento de gás. Imediatamente o Centro de Controle da empresa, que monitora o gasoduto, detecta o problema e aciona os órgãos responsáveis pelo atendimento ao acidente. Essa equipe é também responsável por desligar a passagem de gás nas tubulações e acionar o Corpo de Bombeiros Militar.

A primeira ao chegar ao local do acidente é a  equipe da empresa responsável pelos primeiros procedimentos entre eles isolar o local. Logo em seguida, chegam o Corpo de Bombeiros e outros agentes envolvidos.

Enquanto isso, os alunos da unidade escolar, avisados por uma cirene, se reúnem num local pré-determinado, para dar inicio ao procedimento de evacuação.

O  exercício de  evacuação contou com a participação de 150 dos 295 alunos, de 04 a 09 anos (da Educação Infantil ao 3º Ano) atendidos pela unidade.

Fernanda Rosa Alves de Lima, diretora da EMEB Clovis Hugney Neto, aprovou a iniciativa. “Hoje todas as nossas crianças sabem exatamente o que fazer em caso de acidente não só com gás, mas incêndios e outros. E, essas informações são levadas para os pais, e replicam em toda a comunidade”, ressaltou ela lembrando que entre as orientações passadas pelos técnicos uma das mais importantes foi manter a calma e obedecer aos protocolos. A diretora disse também que a partir de agora,  a escola irá estabelecer um cronograma mensal de treinamento para atender várias situações.

Incentivar a cultura da prevenção já é um dos resultados do trabalho realizado pelos técnicos da empresa responsável pelo gasoduto que nas últimas duas semanas. Os técnicos visitaram a unidade escolar orientando, alunos, professores e funcionários e distribuindo kit com informações.

Todos têm tarefas a fazer caso venha a ocorrer um acidente, explicou o  superintendente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente, Ingo Degenhard.  “O gasoduto tem uma extensão total de 283 km e, desse total, 500 metros passam em frente a escola,  e  outros tantos cruzam o bairro. É importante que todos tenham um treinamento e orientações sobre como agir em caso de acidente”, ressaltou ele.

O analista da  Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Mauro de Souza Teixeira, acompanhou  a simulação e disse que é preciso investir na cultura prevencionista. “Nesse caso, o ganho é coletivo. Todos precisam estar cientes do papel a desempenhar numa situação de acidente já que a ação é integrada. O objetivo de exercícios como este é corrigir possíveis erros após uma análise crítica, por parte dos órgãos participantes, em relação a sua atuação”, destacou.

A Cetesb  é a agência do governo do estado São Paulo, responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição. Entre as suas preocupações estão a prevenção de acidentes e a    preservação e recuperação da  qualidade das água, do ar e do solo, após a ocorrência de acidentes.

O exercício simulado fez parte do  Seminário de Emergências Ambientais com Produtos Perigosos e Gestão de Resíduos Sólidos, que aconteceu esta semana em Cuiabá.

A atividade contou com a presença de militares   do Corpo de Bombeiros, agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos não Renováveis (IBAMA) e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), técnicos da Secretaria Municipal de Educação (SME), entre outros.

 

Fonte: Folhamax