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20 de abril de 2018

Média de 30 casos de roubos de carga são registrados por dia no RJ

Rio e São Paulo concentram mais de 80% dos casos desse tipo de crime no país.

Entre janeiro e março deste ano, o estado do Rio de Janeiro registrou 2.636 ocorrências de roubos de carga. Somente no mês passado, foram 917. Isso representa uma média de 30 casos por dia e de mais de um por hora. Os dados integram o relatório mensal do ISP (Instituto de Segurança Pública), que reúne as incidências criminais e administrativas de segurança no estado fluminense, com base em registros de ocorrência lavrados nas delegacias de Polícia Civil.

Conforme o ISP, não é possível comparar os dados de 2018 com os de 2017, pois, de janeiro a abril do ano passado, houve paralisação de policiais civis, o que resultou na subnotificação de alguns delitos. Segundo os números contabilizados pelo Instituto de Segurança Pública, de janeiro a março do ano passado, foram feitas 1.926 ocorrências de roubos de carga.

Rio de Janeiro e São Paulo são os estados que concentram o maior número de registros desse tipo de crime no país – mais de 82,3% do total.

Roubos em coletivos

Ainda conforme o levantamento, no primeiro trimestre deste ano, foram registradas 3.475 ocorrências de roubos em veículos do transporte coletivo no estado do Rio de Janeiro. Apenas no mês de março, foram 1.389. Isso significa uma média de 38 casos comunicados à Polícia Civil diariamente.

Escalada da violência preocupa transportadores

A situação da violência preocupa o setor transportador, que está mobilizado para propor medidas e cobrar soluções do poder público. Embora o transporte rodoviário de cargas e o transporte urbano de passageiros sejam os segmentos mais afetados, todos os modais contabilizam prejuízos decorrentes da ação de criminosos.

Por isso, no dia 4 de abril, representantes do setor se reuniram com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para apresentar a situação alarmante da insegurança que vem afetando a atividade e solicitar a prioridade de políticas para o enfrentamento desse problema.No encontro, Jungmann comprometeu-se a intensificar as ações no âmbito do Comitê Gestor da Política Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, que está vinculado ao Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

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19 de abril de 2018

Dificuldades nas entregas urbanas aumentam custo do frete em até 20%

Transportadores cobram taxas adicionais para compensar restrições e mitigar problemas nas principais regiões metropolitanas do país.

As restrições à circulação de caminhões nas principais regiões metropolitanas do país podem representar custos adicionais de até 20% no valor do frete. Em alguns municípios, transportadores passaram a incluir no custo do transporte a TDE (Taxa de Dificuldade de Entrega) e a TRT (Taxa de Restrição ao Trânsito) – esta com impactos no valor do frete de até 15%. As taxas são motivadas por fatores, como recebimento precário, que acaba gerando longas filas no abastecimento; e recebimento fora do horário comercial, que obriga os motoristas a aguardarem a liberação para a entrega da carga em locais, muitas vezes, inseguros, com riscos de roubo da mercadoria.
As informações constam do estudo Logística Urbana – Restrições aos Caminhões?, divulgado nessa segunda-feira (16) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). O trabalho analisa o abastecimento de sete regiões metropolitanas: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Recife (PE) e Manaus (AM). As entregas em meio urbano podem representar até 28% do custo total do transporte. As dificuldades encontradas nas cidades afetam o nível de serviço oferecido e condicionam, em última instância, o preço final dos produtos.
De acordo com a professora do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Leise Kelli de Oliveira, o custo adicional é consequência dos transtornos enfrentados nas regiões centrais. “Caminhões ficam presos nos congestionamentos e gastam mais combustível. Além disso, as condições de tráfego impactam a depreciação do veículo, e empresas arcam com encargos trabalhistas devido às restrições. Sem falar nas limitações quanto ao tamanho dos caminhões, que fazem com que o empresário tenha que adquirir uma nova frota”, observa. Ela pondera que a falta de vagas para carga e descarga faz com que os motoristas estacionem de forma irregular e levem multas, o que também gera impactos no custo do transporte. “O preço dos produtos poderia ser menor se não fossem todas essas variáveis”, acredita.
Para o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, “a falta de planejamento e de participação do setor transportador na definição das regras de circulação nas cidades também acaba gerando distorções nos valores do transporte”.
Outros pontos levantados pelo estudo da Confederação para o acréscimo do custo são: carência de dados e de estudos para embasar políticas públicas em áreas urbanas, baixa prioridade dos planos de mobilidade nos municípios para atender as demandas do transporte de cargas, falta de divulgação das regras de cada local e baixo investimento em obras de infraestrutura, principalmente em anéis viários.

Fonte: CNT

Notícias
16 de abril de 2018

IBAMA MULTA EM QUASE R$ 50 MILHÕES DONA DE NAVIO QUE DERRUBOU 46 CONTÊINERES NO MAR EM SP

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Imagem mostra contêineres tombados no navio Log-In Pantanal (Foto: G1 Santos) armadora Log-In foi multada em R$ 49.950.000, nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por derrubar no mar 46 contêineres de um navio de sua frota na costa de São Paulo. Ao menos 29 caixas metálicas estão desaparecidas.

Em 11 de agosto de 2017, contêineres com mercadorias diversas foram lançados ao mar, na Barra de Santos, depois que o navio Log-In Pantanal foi atingido por ondas de 4,5 metros, durante a madrugada. A embarcação aguardava para realizar manobra de entrada no cais santista. Mercadorias se espalharam pela costa do estado.

Após investigação, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), culpou, em novembro do mesmo ano, o comandante e outros três oficiais do navio pelo acidente. A autoridade marítima atribuiu “negligência” aos tripulantes. A armadora trabalhou oito meses para minimizar os impactos.

A finalização dos trabalhos ocorreu depois da recuperação de 18 caixas metálicas – uma delas ficou avariada a bordo do navio, mas derrubou produtos no mar. As demais, até então, não tinham sido localizadas pelas equipes, que utilizaram recursos de outros países para encontrar os contêineres, danificados a partir do impacto com a água.

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Ibama monitorou os trabalhos de remoção dos contêineres na costa de SP (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

Os autos de infração foram executados pela agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, responsável na região pelo grupo de emergências do órgão. Ao longo dos meses, ela acompanhou o trabalho da empresa para conter os danos. Parte da carga que não foi saqueada apareceu em praias de dez cidades do estado.

Na avaliação do Ibama, os impactos ambientais e os problemas ocasionados diretamente pelo acidente resultaram em um auto de infração único mensurado em R$ 35.055.000. Para cada um dos contêineres localizados e recuperados, a autoridade ambiental calculou multa de R$ 30 mil, totalizando R$ 540 mil.

O órgão ainda aplicou um auto de infração de R$ 495 mil para cada um dos 29 contêineres que ficaram perdidos no mar e não tinham sido localizados até a finalização dos trabalhos de busca. Ao todo, portanto, as caixas que desapareceram resultaram em uma multa para a armadora do navio de R$ 14.355.000.

Em uma fiscalização acompanhada pelo G1, Ana Angélica afirmou que as equipes da empresa deverão permanecer atentas para a eventual localização de mais caixas no mar. Na aplicação das penalidades, a companhia fica obrigada a apresentar um relatório trimestral de monitoramento ao Ibama pelos próximos cinco anos.

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Acidente com navio derrubou 46 contêineres (Foto: G1 Santos)

Por meio de nota, a armadora informa que o auto de infração é avaliado pelos assessores técnicos. “A companhia entende que atuou de forma bastante próxima com as autoridades ambiental, marítima e portuária, tendo cumprido as medidas e os planos de ações que foram definidos ao longo do atendimento”.

A Log-In também pontua que “investiu pesadamente na contratação das mais modernas e avançadas tecnologias internacionais de resgate” e que executou a limpeza de locais de destroços localizados. A empresa afirma que nenhuma das cargas era de produto perigoso, conforme parâmetro da Organização Marítima Internacional (IMO).

A armadora fala, ainda, que as correntezas marítimas e as condições geográficas da região do acidente ocasionaram a dispersão das caixas metálicas que sumiram no oceano. “Na hipótese de novos contêineres virem a ser localizados no futuro, a retirada deles será avaliada em conjunto com as autoridades”, garante.

O acidente

A queda ocorreu na madrugada de 11 de agosto, quando o navio estava no Fundeadouro 3 do Porto de Santos. A embarcação aguardava para realizar nova manobra para atracar em um terminal no complexo, de onde havia saído no mesmo dia após operar o embarque de caixas metálicas em outras instalações do cais santista.

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Grupo foi flagrado saqueando contêineres que caíram no mar em Santos, SP (Foto: Arquivo Pessoal)

Por segurança, o canal de navegação, que serve de acesso ao complexo portuário, foi monitorado por equipamentos que identificam objetos submersos. Por quase 24 horas, a via navegável teve que ser bloqueada. A Marinha do Brasil emitiu um alerta aos navegantes por causa das caixas metálicas no mar.

Aparelhos de ar-condicionado, mochilas, material hospitalar, pneus, toalhas e tapetes estão entre as cargas armazenadas nos contêineres que caíram na água e apareceram flutuando na região. Alguns compartimentos se romperam e parte da carga se espalhou entre a Barra de Santos e a região costeira das cidades.

Ao menos 11 pessoas foram detidas em flagrante por saquearem contêineres que boiavam na Barra de Santos. Entre os produtos recuperados, estavam eletrônicos, eletrodomésticos, pneus de bicicleta e peças de vestuário. As mercadorias foram apreendidas e as pessoas acabaram liberadas nas delegacias após depoimento.

Passados seis meses do sinistro, apenas 14 contêineres tinham sido recolhidos do mar, sendo nove na primeira fase da operação de remoção. Em fevereiro de 2018, novos equipamentos chegaram à Baía de Santos para continuar os trabalhos, que tiveram o apoio de um guindaste em uma balsa. As buscas terminaram no mês seguinte.

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Dezenas de contêineres caíram no mar há cerca de seis meses na costa (Foto: G1 Santos)

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Alguns contêineres encalharam em praia de Guarujá, SP (Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá)

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Pedaços do contêiner foram içados e levados para balsa, próximo a São Vicente, SP (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: G1

https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/porto-mar/noticia/ibama-multa-em-quase-r-50-milhoes-dona-de-navio-que-derrubou-46-conteineres-no-mar-em-sp.ghtml

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6 de fevereiro de 2018

Conheça cinco novidades do mundo do transporte

Dirigindo com o poder da mente

A montadora japonesa Nissan vem desenvolvendo uma tecnologia chamada de “Brain-to-Vehicle” (cérebro para veículo) que irá permitir que os automóveis sejam controlados pelo poder da mente dos seus motoristas. A tecnologia funciona com a interpretação dos sinais emitidos pelo cérebro para a condução dos carros por meio da captação da atividade cerebral. A partir daí, sistemas autômatos analisarão as atividades para anteciparem, até mesmo, quais ações os motoristas pretendem tomar. O sistema também poderá prever algumas ações, como virar na próxima rua ou algum desconforto que o motorista esteja sentindo na condução.

 

Reinventando a roda

Um pneu que nunca fura. Essa é a proposta da Nasa, que criou um pneu totalmente à prova de furos. O projeto, que recebeu o nome de Shape Memory Alloy, foi desenvolvido para ser colocado em rovers com destino à exploração de Marte. Montado com correntes entrelaçadas de níquel-titânio e com interior totalmente vazio, o pneu tem capacidade para passar por cima de obstáculos como rochas, sem ser destruído e se moldando à superfície. A nova roda já foi testada em um carro de passeio, e o resultado foi positivo, porém, não se sabe quando a novidade poderá chegar aos veículos aqui na Terra.

 

Carro “Transformers”

Da tela para a vida real. A empresa japonesa Four Link Systems lançou o protótipo do carro elétrico e dobrável Earth-1, que foi inspirado nos robôs do filme “Transformers”. A grande vantagem do veículo é que ele pode reduzir o espaço necessário para uma vaga e facilitar o estacionamento. Com capacidade para duas pessoas, para comprar o “brinquedo”, é necessário desembolsar 70 mil dólares (cerca 228 mil reais). A novidade deve estar apta para rodar nas ruas japonesas a partir de abril de 2018 e já possui 30 encomendas.

 

GM mostra carro sem volante e pedais

A General Motors apresentou o que a montadora considera ser o primeiro veículo sem volante e pedais. O Cruise AV é completamente autônomo e está aguardando autorização do governo americano para circular a partir de 2019. O veículo já vem realizando testes em São Francisco, na Califórnia, mas em uma versão com volante e pedais, utilizados em casos de emergência. A próxima etapa dos testes não contará com o comando manual. Para circular, o veículo utiliza 16 câmeras que detectam pedestres, ciclistas, sinais de trânsito e espaços livres. O Cruise também possui 21 radares articulados que identificam outros veículos em movimento e uma série de sensores de alta precisão, para detectar objetos em volta do carro.

 

Tênis como passagem de metrô

Uma promoção da BVG, empresa de transporte público de Berlim, levou dezenas de pessoas a acamparem em frente a duas lojas de departamento para comprar um dos 500 pares de tênis que vale como passagem no transporte da cidade. Ao custo de 180 euros, o tênis é uma parceria com a Adidas e pode ser usado em ônibus, metrôs e bondes da cidade. Mas, para poder usar o serviço, é preciso estar usando o tênis em ambos os pés a fim de evitar a venda de um dos pés e impedir que duas pessoas andem com o mesmo bilhete.

 

 

Fonte: Agência CNT de Notícias

veiculosrodovia Notícias

Alta do preço de combustíveis pressiona custo operacional dos transportadores

A inflação do grupo de Transporte, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), encerrou o ano de 2017 com alta de 4,1%, percentual que é superior ao da média nacional, calculada em 2,95% (menor patamar desde 1998). O resultado reflete, principalmente, a alta no valor dos insumos, em especial no dos combustíveis.

Os dados integram o boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia, trabalho inédito lançado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) na última quarta-feira (31). Segundo o levantamento da Confederação, os combustíveis subiram, em média, 8,8% no ano passado. O diesel teve elevação de 8,35%; a gasolina aumentou 10,3%.

Uma possível explicação para isso é a nova política de preços da Petrobras, que prevê reajuste diário dos valores das refinarias para as distribuidoras, acompanhando taxas de câmbio e cotações do petróleo no mercado internacional. Além disso, houve majoração, em julho, da alíquota do PIS/Cofins dos combustíveis. No diesel, o aumento foi de R$ 0,21 por litro; na gasolina, R$ 0,41 por litro.

 

Clique aqui para acessar a íntegra do boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia.

 

Aquisição de veículos

A desaceleração intensa da inflação e o corte da taxa básica de juros da economia (a Selic), que fechou 2017 em 7% ao ano, tiveram impactos positivos no crédito livre para aquisição de veículos.

Segundo o boletim da CNT, os indicadores divulgados pelo Banco Central mostram que, concomitantemente ao aumento do saldo total de crédito, houve queda da taxa média de juros, aumento do prazo médio para pagamento dos empréstimos e também diminuição do percentual de empréstimos atrasados entre 15 e 90 dias e de inadimplentes.

Diante do cenário favorável, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por exemplo, anunciou, em janeiro, que passará a financiar até 100% do valor de caminhões e ônibus pela linha BNDES Finame para MPMEs (micro, pequenas e médias empresas). Antes, a participação do banco se limitava a 80% do total. A medida é um incentivo para que o setor transportador volte a investir na renovação e ampliação da frota.

 

Conjuntura do Transporte

Trabalho inédito da Confederação Nacional do Transporte, o boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia foi desenvolvido com o objetivo de avaliar como a conjuntura econômica mundial e doméstica impacta o setor. O boletim será divulgado mensalmente e contará com a análise de temas relacionados a três grandes áreas: macroeconomia, investimentos e desempenho do setor de transporte no Brasil.

Dessa forma, a CNT lança mais uma ferramenta para contribuir com os transportadores brasileiros ao fornecer mais uma fonte de informação a fim de que se prepararem para os efeitos das variações que ocorrem nos mercados mundial e doméstico.

 

Fonte: Agência CNT de Notícias