Artigos



banner-licencas Eventos
Seguros
15 de julho de 2016

WGRA participa de treinamento sobre “Seguro Ambiental”

No último dia 07 (quinta-feira), a WGRA Gerenciamento de Riscos Ambientais participou do treinamento sobre “Seguro Ambiental” realizado na sucursal da Seguradora AIG, no município de Belo Horizonte.

 

Imagem1

 

O evento teve como público-alvo corretores de seguros, os quais são especializados em meio ambiente.

Na ocasião, o diretor executivo da WGRA, Carlos Suppi Zanini, explanou aos presentes o que é atendimento emergencial, assessoria técnica e ambiental, Plano de Atendimento a Emergências e demais serviços especializados oferecidos pela WGRA.

Seguros
6 de julho de 2016

CIST discute avanços na subscrição com a consolidação do RNS e responsabilidade ambiental dos seguros de transportes

Reunindo mais de 200 pessoas durante toda a manhã de 23 de junho, no Circolo Italiano, o workshop “A modernização dos seguros de transportes”, realizado pelo CIST (Clube Internacional de Seguros de Transportes), contou com duas palestras com temas atuais que precisam ser pensados pelos profissionais do ramo.

“Selecionamos para este workshop assuntos de interesse e que estão muito em voga a todos que atuam neste setor: primeiro vamos tratar da preocupação do mercado de seguros com o meio ambiente e depois abordar o Registro Nacional de Seguros, que terá enorme influência em nosso ramo como uma importância ferramenta para o combate à fraude”, afirmou o presidente do CIST, José Geraldo da Silva, na abertura do evento.

O painel “A responsabilidade do embarcador, transportador e segurador de produtos perigosos”, contou com palestra do Dr. Anderson de Andrade Caldas, sócio da MSCB Advogados Associados; e debates de Carlos Suppi Zanini, diretor da WGRA Gerenciamento de Riscos Ambientais; e Luis Carlos Arnosti, diretor da Transportadora Arnosti Ltda.

Ao público formado por profissionais de toda a cadeia de seguros de transportes, o palestrante alertou que operações com produtos perigosos necessitam de profissionais qualificados, conhecimento dos riscos, equipamentos adequados, gestão permanente, e ações planejadas.

“Existem três formas de financiamento das perdas com os acidentes ao meio ambiente: a primeira é bancar o risco, a segunda criar um fundo ou, a melhor, transferir as perdas, por meio de um seguro”, afirmou o palestrante.

O seguro de Responsabilidade Civil Ambiental tem as seguintes coberturas disponíveis no mercado: 1) Cobertura Ampla – Importâncias seguradas maiores. Incorpora danos materiais, pessoais, morais, financeiros e demais responsabilidades dos segurados, inclusive bens coletivos, recuperação de lençóis freáticos, mananciais, rios, praias, atmosfera, fauna e flora. 2) Cobertura Limitada – Envolve apenas as responsabilidades durante os transportes, cargas e descargas. Já a carteira de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga – RCTR-C – tem cobertura associada a riscos materiais. Engloba praticamente apenas limpeza de pista.

O palestrante expôs alguns casos de contaminação tratados em seu escritório de advocacia, não apenas ao meio ambiente, mas contaminações de forma geral. Um exemplo que lhe chamou atenção foi um caso de transporte indevido de produtos químicos junto a absorventes higiênicos a uma determinada localidade que, posteriormente, teve registros de mulheres com problemas de saúde pela contaminação dos produtos. “Transporte de produtos perigosos é algo realmente muito sério e que deve ser tratado com cautela por todos os profissionais envolvidos”, enfatizou.

No painel “O RNS como apoio à subscrição”, que teve como palestrante Paulo Robson Alves, diretor de Transportes da XL Catlin Seguros, e debatedores Gloria Aranha, gerente da FenSeg (Federação de Seguros Gerais); e Rosevaldo Alves da Silva, superintendente de Transportes da Tokio Marine Seguradora, foi apresentado o Registro Nacional de Sinistros, que deve beneficiar diversos ramos de seguros, entre eles o de transportes.

O RNS – Registro Nacional de Sinistros – tem como objetivo possibilitar o compartilhamento de dados de sinistros das seguradoras associadas à FenSeg; notificar coincidências entre sinistros que indiquem indícios de possíveis fraudes; prover informações relevantes para tomada de decisão sobre aceitação de riscos e/ou regulação de sinistros; e padronizar as informações de sinistros para consulta entre as seguradoras. Está disponível nos seguintes segmentos: Automóvel, Pessoas, Riscos Patrimoniais, Transportes, Crédito e Garantia e Rural.

Segundo o palestrante, o banco de dados traz vantagens a todo o mercado. “A troca de informações de sinistros entre as seguradoras é fundamental para melhorar os processos de contratação de cobertura e regulação de sinistros”.

A seguradora que aderir ao RNS deve disponibilizar as informações de seus segurados para poder ter acesso ao banco de dados de todas as seguradoras. Atualmente, 16 seguradoras participam do RNS, além de seis que estão em processo de encaminhamento de dados. O banco já registra as informações de cerca de 380.000 sinistros.

“Informações se traduzem em poder para as seguradoras e para todo o mercado. Não tendo informações, as seguradoras não têm como subscrever o risco, tecnicamente falando. Claro que o RNS não substitui o questionário de avaliação de risco, pois o questionário vai muito além do que apresentar sinistralidade, mas o RNS possibilita o compartilhamento de dados de sinistros das seguradoras”, argumentou Gloria Aranha.

O presidente do CIST, José Geraldo Silva, concluiu que a consolidação do RNS, com a adesão de todas as seguradoras ao sistema, será uma excelente e “justa” ferramenta para subscrição dos riscos, pois “além da confiabilidade das informações, possibilitará taxas diferenciadas aos bons segurados”.

 

Fonte: segs.com.br