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O Negócio é: Pessoas!


Em 1929 surgiu a abordagem humanística, desde então muito se tem questionado sobre as implicações das relações humanas no interior das empresas. De lá para cá houve uma mudança abrupta na questão conceitual: a transferência do foco – antes posto na quantidade de trabalho realizado e na estrutura da organização, para a importância nas pessoas que trabalham e participam das organizações. Foi-se a época em que a preocupação era com a máquina, o negócio agora é: pessoas.

Com o método de trabalho pouco se tinha a colaborar, mas com a organização formal é urgente a necessidade de se dar espaço para a preocupação com as pessoas e os grupos sociais, tanto no aspecto psicológico, quanto sociológico. Esta transição ocorreu a partir de 1930, nos Estados Unidos, devido a grande depressão econômica de 1929. A partir daí, a preocupação principal passou a ser impulsionar modificações no cenário social, econômico e político, bem como, buscar a eficiência nas organizações. Surgem, então, duas etapas nesse processo:

  • A análise da adaptação do trabalhador ao trabalho, e;
  • A análise da adaptação do trabalho ao trabalhador.

A primeira tem aspecto produtivo, focando nos elementos constitutivos de conceitos humanos que cada tarefa exige daquele que a executa, enquanto que a segunda foca em aspectos individuais e sociais do trabalho, como por exemplo: personalidade do trabalhador e do gerente; motivação e incentivos ao trabalho e/ou à liderança.
Críticas são feitas, porém, afirma-se que os cuidados com os aspectos sociais dentro de uma empresa são favoráveis aos empresários, pois experiências têm elucidado que uma gama de variáveis pode influenciar positiva ou negativamente a produtividade dos funcionários.

Destaca-se, portanto, o experimento realizado pelo médico e sociólogo Elton Mayo, em um bairro chamado de Hawthorne, em New Jersey (Chicago). Ambiente com boa luminosidade e higienização aumentou a produtividade. Às vezes, em uma empresa, obtém-se uma visão inadequada dos problemas de relações pessoais e interpessoais ou mesmo uma concepção ingênua do corpo operacional. Sam Walton já previa que o aumento da produtividade é causado por “alguém estar prestando atenção às pessoas”. Isso ficou conhecido pelo efeito Hawthorne.

Mas o que traz sentido às relações nas empresas? Devotar importância por uma causa maior, organizar o local de trabalho, manter-se atualizado, além de esforçar-se para atingir objetivos de longo prazo; pode até ser inconveniente, irritante, desagradável ou penoso, porém, é recompensador tornar o ambiente empresarial o mais sincero e amistoso possível.

Ainda que seja desconfortável, este é o tipo de ação que melhora em muito a relação de convivência na empresa. É importante aprender a adiar a gratificação e a tolerar o desprazer, são essas as atividades que vão fazer você se sentir mais conectado(a) às outras pessoas, companheiras de departamento.
Ter senso de propósito e noção de pertencimento é necessário. Agora, atenção: viver com propósito tem mais a ver com “como você vê o que faz” e menos a ver com “o que você faz”. Pergunte-se: “Que sentido eu dou para o que eu faço?”. Já para você adquirir a sensação de pertencimento, observe seu comportamento quanto a sua participação no grupo corporativo ao qual pertence.

Assim você terá Histórias de superação, em que passastes por sofrimentos, resistindo e persistindo até finalmente, encontrares a salvação. Você logo percebe que nada daquilo foi em vão. Você sente que só passou pelo que passou para acessar lições de vida valiosas. Lições de vida que, afinal, você precisava aprender e que serão fundamentais para a pessoa que você irá se tornar. Quantas pessoas andam pelos corredores das empresas sem serem notadas? Sem receber um bom dia, como vai? Independentemente do ramo de atividade que exercemos, esse deve ser o nosso negócio: Pessoas. Será que não está na hora de reconhecermos o quanto as pessoas são importantes para a nossa vida, nossa carreira e nosso sucesso?

 

Fonte: Portal RH